Entrada Eventos 2º Simpósio Nacional de Fertilização e Ambiente -novos fertilizantes, novas tecnologias

2º Simpósio Nacional de Fertilização e Ambiente -novos fertilizantes, novas tecnologias

Auditório da Escola Superior Agrária de Santarém 

27 e 28 de outubro de 2016

 

 

FertilizacaoCinco anos depois do 1º Simpósio realizado na Golegã, que despertou enorme interesse na agricultura empresarial de várias regiões do País, designadamente do Alentejo e Ribatejo, a SCAP levou a cabo nos dias 27 e 28 de outubro, na Escola Superior Agrária de Santarém, a 2ª edição deste evento, centrado nos novos fertilizantes e nas novas tecnologias, que registou enorme sucesso junto de um vasto universo de interessados nesta temática, contando com cerca de 280 participantes: entre técnicos, investigadores, empresários agrícolas, outros agentes económicos, estudantes, etc., que ao longo de dois dias acompanharam atentamente as comunicações e debates que preencheram um programa intenso e diversificado.

Na sessão de abertura intervieram o Presidente da SCAP, os Presidentes das Comissões Organizadora e Cientifica, a representante do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação e o Diretor da ESAS, anfitrião deste evento, que saudaram os participantes e felicitaram a SCAP pela realização deste Simpósio, apontando alguns objetivos estratégicos para o futuro.

Aproveitando a presença do Professor Quelhas dos Santos, grande mestre da química agrícola e decano do ensino da fertilização em Portugal, o Presidente da SCAP convidou o auditório a prestar-lhe uma singela homenagem, que se traduziu numa enorme ovação de reconhecimento pelo seu grande mérito como professor no Instituo Superior de Agronomia, onde durante mais de quatro décadas formou várias gerações de engenheiros agrónomos nesta área, de que foi o seu maior divulgador, com vasta obra publicada.

O programa iniciou-se com a conferência: “A fertilização e os novos desafios agroambientais”, desenrolando-se ao longo de seis sessões, em que foram apresentadas 19 comunicações orais e 8 em painel, por oradores de reconhecido mérito nacional e também internacional: ligados à investigação, ao ensino superior e à divulgação técnica, para além de 5 comunicações empresariais inseridas nos espaços destinados às empresas - o que proporcionou amplo debate e uma abordagem multidisciplinar das novas tendências na nutrição das plantas.

Tiveram particular destaque os corretivos orgânicos (que preencheram um terço das comunicações), bem como os adubos de libertação lenta e os biofertilizantes, em que ressaltou a componente ambiental e a ação adjuvante dos microrganismos incorporados nas novas formulações, ou através de produtos específicos, como fatores inovadores que acrescentam maior eficácia aos nutrientes minerais absorvidos pelas plantas.

Foi neste contexto, que o presidente da SCAP afirmou na sessão de abertura: que o paradigma da fertilização tradicional, com a aplicação de adubações minerais intensivas para aumentar a produtividade se encontra esgotado, e que os novos desafios passam pelos avanços na microbiologia e na bioquímica; ciências que terão cada vez mais impacto e um papel privilegiado no futuro e ajudar-nos-ão a compreender os novos mecanismos na nutrição das plantas, que agora começam a ser desvendados e representam um novo desafio para a investigação agronómica.

Nessa perspetiva, foi salientado que os corretivos orgânicos, biofertilizantes (que não são fertilizantes para a agricultura dita biológica) e outras soluções alternativas que contribuem para enriquecer a flora microbiana do solo, são fatores importantes para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, capaz de responder aos desafios ambientais e à produção de mais alimentos para uma população em crescimento, sobretudo no terceiro mundo, onde a fome continua a ser uma trágica realidade, para cerca de um terço da população mundil.

Tal com estava previsto, a parte da tarde do 2º dia foi dedicada à demonstração de novas tecnologias, no campo experimental da ESASantarém, em que as técnicas da agricultura de precisão, aplicadas à fertilização, estiveram em grande plano e suscitaram grande interesse por parte de um público de cerca de 150 participantes, maioritariamente jovens.

A medição de condutividade aparente do solo, a distribuição de fertilizantes, a taxa variável (VRT) e a distribuição de adubos líquidos com grande precisão, graças às novas ferramentas informáticas e digitais, foram sendo explicadas pelo Engº João Coimbra, que contou na organização desta prova com o apoio dos Professores Ricardo Braga do ISA e Artur Amaral da ESAS.

Antes desta demonstração, teve lugar a sessão de encerramento, que contou com a presença de Manuel Soares, Presidente da SCAP; Amarílis de Varennes, Presidente do ISA e da Assembleia Geral da SCAP; João Lima, vogal do Conselho Diretivo do INIAV e Francisco Santos, representante da DRAPLVT.

No discurso final de encerramento, o Presidente da SCAP, dirigindo-se aos jovens estudantes presentes, salientou que a fertilização era a disciplina mais importante, a par da proteção das plantas e das técnicas culturais na formação dos novos técnicos, e invocando o seu percurso profissional, afirmou que sem uma boa formação nesta área, não haverá verdadeiros engenheiros agrónomos, capazes de responder aos novos desafios da agricultura do futuro.

Congratulou-se também, com a colaboração do ISA e da ESAS e com o empenhamento demonstrado pela maioria dos membros das comissões organizadora e científica, que muito contribuíram para o sucesso deste evento, dirigindo um agradecimento especial às 14 empresas patrocinadoras, (maior número de sempre em eventos da SCAP), que asseguraram a sua viabilização e ajudaram a SCAP a atingir um novo patamar de prestígio, no caminho que temos vindo a percorrer nos últimos anos, projetando uma imagem de progresso e de modernidade, ao serviço da divulgação do conhecimento agronómico, em áreas estruturantes para os sectores agrícola a agroalimentar.

Comunicações:

 

 

Em 2011, a Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP) organizou com assinalável sucesso na Golegã, o 1º Simpósio Nacional de Fertilização e Ambiente, que para além de uma abordagem genérica teve como tema central a fertilização racional das culturas de maior interesse local e o seu potencial impacto na zona vulnerável da agricultura da região.

Cinco anos volvidos, o conceito de Agricultura Intensiva Sustentável tem levado ao desenvolvimento de novos fertilizantes e novas tecnologias de monitorização e fertilização das culturas que, em conjunto, permitem aumentar a eficiência de utilização dos fertilizantes pelas plantas e, em simultâneo, reduzir de forma substancial os riscos ambientais associados à prática da fertilização.

Os adubos que disponibilizam gradualmente os nutrientes, as metodologias expeditas de avaliação do estado nutricional das culturas, a fertirrega, a adubação foliar e a agricultura de precisão, são “ferramentas” já disponíveis e cuja utilização permitirá optimizar a fertilização das culturas, com a utilização mais racional dos fertilizantes, de modo a conciliar a rentabilidade máxima das produções com a preservação do meio ambiente.

Por outro lado, a disponibilidade, no país, de grandes quantidades de resíduos de diferentes origens (saneamento dos agregados populacionais, atividade agrícola e pecuária, indústrias agro-alimentares e florestais e da produção de biocombustíveis), ricos em matéria orgânica e/ou nutrientes vegetais, tem levado a um crescente interesse pela sua utilização como corretivos orgânicos do solo, de forma a dar-lhes um destino ambientalmente aceitável e reciclar o seu conteúdo em nutrientes e matéria orgânica. Efetivamente, a redução da disponibilidade dos “estrumes tradicionais” nas explorações agrícolas e a pobreza em matéria orgânica da generalidade dos solos nacionais justificam o interesse pela valorização agrícola destes resíduos. No entanto, uma tal valorização terá de ser feita com um controlo adequado, utilizando técnicas e soluções que minimizem os eventuais impactos negativos na qualidade do ambiente.

É neste contexto que a SCAP, enquanto sociedade vocacionada para a promoção e divulgação do conhecimento agronómico, indispensável para o desenvolvimento sustentável da nossa agricultura, lança a 2ª edição deste evento destinado a: técnicos, investigadores, empresários agrícolas, estudantes e a todas as empresas de produção e distribuição de adubos de fertilização em geral; com o objetivo de promover um amplo debate nacional em torno destas questões e contribuir para a transferência de novos conhecimentos obtidos nos centros de I&D nacionais para os seus principais utilizadores.

Ao congregar um vasto universo de potenciais interessados em torno da fertilização, queremos contribuir também para criar uma plataforma interativa, capaz de potenciar a organização e periodicidade desta iniciativa no futuro.

A Comissão Organizadora 

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