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Eleição dos Órgãos Socias da SCAP _ 20 de dezembro de 2016

 

Decorrerá no dia 20 de dezembro de 2016, pelas 17:00 horas, na sede da SCAP, a eleição dos novos Órgãos Sociais, para o triénio 2017 - 2019.

 

 

 

 

 

2º Simpósio Nacional de Fertilização e Ambiente -novos fertilizantes, novas tecnologias

Auditório da Escola Superior Agrária de Santarém 

27 e 28 de outubro de 2016

 

 

FertilizacaoCinco anos depois do 1º Simpósio realizado na Golegã, que despertou enorme interesse na agricultura empresarial de várias regiões do País, designadamente do Alentejo e Ribatejo, a SCAP levou a cabo nos dias 27 e 28 de outubro, na Escola Superior Agrária de Santarém, a 2ª edição deste evento, centrado nos novos fertilizantes e nas novas tecnologias, que registou enorme sucesso junto de um vasto universo de interessados nesta temática, contando com cerca de 280 participantes: entre técnicos, investigadores, empresários agrícolas, outros agentes económicos, estudantes, etc., que ao longo de dois dias acompanharam atentamente as comunicações e debates que preencheram um programa intenso e diversificado.

Na sessão de abertura intervieram o Presidente da SCAP, os Presidentes das Comissões Organizadora e Cientifica, a representante do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação e o Diretor da ESAS, anfitrião deste evento, que saudaram os participantes e felicitaram a SCAP pela realização deste Simpósio, apontando alguns objetivos estratégicos para o futuro.

Aproveitando a presença do Professor Quelhas dos Santos, grande mestre da química agrícola e decano do ensino da fertilização em Portugal, o Presidente da SCAP convidou o auditório a prestar-lhe uma singela homenagem, que se traduziu numa enorme ovação de reconhecimento pelo seu grande mérito como professor no Instituo Superior de Agronomia, onde durante mais de quatro décadas formou várias gerações de engenheiros agrónomos nesta área, de que foi o seu maior divulgador, com vasta obra publicada.

O programa iniciou-se com a conferência: “A fertilização e os novos desafios agroambientais”, desenrolando-se ao longo de seis sessões, em que foram apresentadas 19 comunicações orais e 8 em painel, por oradores de reconhecido mérito nacional e também internacional: ligados à investigação, ao ensino superior e à divulgação técnica, para além de 5 comunicações empresariais inseridas nos espaços destinados às empresas - o que proporcionou amplo debate e uma abordagem multidisciplinar das novas tendências na nutrição das plantas.

Tiveram particular destaque os corretivos orgânicos (que preencheram um terço das comunicações), bem como os adubos de libertação lenta e os biofertilizantes, em que ressaltou a componente ambiental e a ação adjuvante dos microrganismos incorporados nas novas formulações, ou através de produtos específicos, como fatores inovadores que acrescentam maior eficácia aos nutrientes minerais absorvidos pelas plantas.

Foi neste contexto, que o presidente da SCAP afirmou na sessão de abertura: que o paradigma da fertilização tradicional, com a aplicação de adubações minerais intensivas para aumentar a produtividade se encontra esgotado, e que os novos desafios passam pelos avanços na microbiologia e na bioquímica; ciências que terão cada vez mais impacto e um papel privilegiado no futuro e ajudar-nos-ão a compreender os novos mecanismos na nutrição das plantas, que agora começam a ser desvendados e representam um novo desafio para a investigação agronómica.

Nessa perspetiva, foi salientado que os corretivos orgânicos, biofertilizantes (que não são fertilizantes para a agricultura dita biológica) e outras soluções alternativas que contribuem para enriquecer a flora microbiana do solo, são fatores importantes para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, capaz de responder aos desafios ambientais e à produção de mais alimentos para uma população em crescimento, sobretudo no terceiro mundo, onde a fome continua a ser uma trágica realidade, para cerca de um terço da população mundil.

Tal com estava previsto, a parte da tarde do 2º dia foi dedicada à demonstração de novas tecnologias, no campo experimental da ESASantarém, em que as técnicas da agricultura de precisão, aplicadas à fertilização, estiveram em grande plano e suscitaram grande interesse por parte de um público de cerca de 150 participantes, maioritariamente jovens.

A medição de condutividade aparente do solo, a distribuição de fertilizantes, a taxa variável (VRT) e a distribuição de adubos líquidos com grande precisão, graças às novas ferramentas informáticas e digitais, foram sendo explicadas pelo Engº João Coimbra, que contou na organização desta prova com o apoio dos Professores Ricardo Braga do ISA e Artur Amaral da ESAS.

Antes desta demonstração, teve lugar a sessão de encerramento, que contou com a presença de Manuel Soares, Presidente da SCAP; Amarílis de Varennes, Presidente do ISA e da Assembleia Geral da SCAP; João Lima, vogal do Conselho Diretivo do INIAV e Francisco Santos, representante da DRAPLVT.

No discurso final de encerramento, o Presidente da SCAP, dirigindo-se aos jovens estudantes presentes, salientou que a fertilização era a disciplina mais importante, a par da proteção das plantas e das técnicas culturais na formação dos novos técnicos, e invocando o seu percurso profissional, afirmou que sem uma boa formação nesta área, não haverá verdadeiros engenheiros agrónomos, capazes de responder aos novos desafios da agricultura do futuro.

Congratulou-se também, com a colaboração do ISA e da ESAS e com o empenhamento demonstrado pela maioria dos membros das comissões organizadora e científica, que muito contribuíram para o sucesso deste evento, dirigindo um agradecimento especial às 14 empresas patrocinadoras, (maior número de sempre em eventos da SCAP), que asseguraram a sua viabilização e ajudaram a SCAP a atingir um novo patamar de prestígio, no caminho que temos vindo a percorrer nos últimos anos, projetando uma imagem de progresso e de modernidade, ao serviço da divulgação do conhecimento agronómico, em áreas estruturantes para os sectores agrícola a agroalimentar.

Comunicações:

 

 

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Conferência-Novas Alternaticas para a Produção de Biosubstitutos de Combustíveis Fósseis

        Conferencia                                         

Dia 1 de junho às 14h30, na sala de Atos do ISA

Tapada da Ajuda, Lisboa 

A necessidade de mudança do paradigma energético em relação à dependência dos combustíveis fósseis, está cada vez mais na ordem do dia, depois da Cimeira do Clima de Paris e das alterações climáticas a que estamos a assistir.

Neste sentido, a Sociedade de Ciências Agrárias/SCAP com o apoio do Instituo Superior de Agronomia/ISA e de outras entidades, decidiu promover esta Conferência para dar a conhecer alguns projetos alternativos, que poderão contribuir para um ambiente mais sustentável.

Aceitem o nosso convite para participar neste debate.

pdf Programa

Comunicações:

 Profª. Elizabeth Duarte

 Prof.Fernando Bianchi-di-Aguiar

 Prof. Gonçalo Barradas

 

                 

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Simpósio Nacional de Frutos Secos – Amendoeira, Nogueira e Pistácio - 30 de junho

  

                                               Frutos secos

Este evento é uma iniciativa da Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal – SCAP, que conta com a colaboração do Centro Nacional de Competência dos Frutos Secos - CNCFS, direcionado para estas culturas, atendendo à região em que se desenvolve.

Desde longa data, que os frutos secos em geral, são divulgados e reconhecidos pela sua riqueza nutricional: em vitaminas, sais minerais, fibras vegetais e compostos proteicos, que aconselham o seu uso regular, numa alimentação saudável e equilibrada, como uma boa alternativa para a redução do consumo de carne de origem animal, pelo são designados por alguns autores como “carne vegetal”.

Portugal possui condições edafoclimáticas muito favoráveis para o cultivo da amendoeira, da nogueira e também do pistácio, sobretudo no interior do país, onde estas alternativas culturais representam um enorme potencial que urge aproveitar.

A amendoeira tradicionalmente utilizada como cartaz turístico na Terra Quente Transmontana, no Alto Douro e no Algarve, entrou em profundo declínio há várias décadas, devido ao abandono da agricultura tradicional, à baixa produtividade e à pobreza dos solos em que está instalada; em relação à Nogueira existem algumas plantações modernas, nem sempre bem conduzidas, mas muito insuficientes para o abastecimento do mercado interno; por sua vez o pistácio é uma cultura promissora, ainda pouco conhecida em Portugal, que acaba de ser divulgada com algum impacto mediático, mas que exige experimentação e um avanço prudente, antes de passar à sua introdução generalizada.

Atualmente, a situação está a mudar radicalmente, sobretudo em relação à amendoeira, graças ao financiamento assegurado pelos fundos comunitários para novas plantações, no âmbito do PRODER e às ajudas existentes para os frutos de casca rija, o que a par do enorme potencial do regadio de Alqueva e da possibilidade de aproveitamento de vastas áreas no interior, centro e norte do país, gerou uma nova dinâmica, com o aparecimento de projetos de média e grande dimensão, recorrendo à mais moderna tecnologia e a variedades estrangeiras, oriundas de Espanha e dos Estados Unidos com elevado potencial produtivo.

Todavia, a utilização destas variedades sem estudos prévios de adaptabilidade, comporta alguns riscos, que se torna importante acautelar, através da promoção de projetos de I&D, envolvendo parcerias entre as OP´S, o Ministério da Agricultura, as Instituições de Ensino Superior e os Centros de Investigação, bem como a recuperação de variedades tradicionais, como se verifica já na DRAPAlgarve.

É neste contexto que a SCAP, que tem no seu seio, alguns técnicos e produtores que estão a desenvolver projetos inovadores nesta área, decidiu promover esta iniciativa, para fazer o ponto da situação atual, e proceder a um amplo debate e divulgação do conhecimento existente nesta fileira, que poderá trazer novas oportunidades de investimento para o progresso e diversificação da nossa agricultura.

Este evento destinado a: empresários agrícolas, técnicos, investigadores e estudantes, contará com os melhores especialistas nacionais e alguns estrangeiros, e estamos certos que poderá ser o ponto de partida, para uma dinâmica de crescimento mais segura e sustentável para o fomento dos frutos secos em Portugal.

Aceite o nosso convite e venha até ao Alentejo conhecer a nova imagem dos frutos secos – contamos consigo!

A Comissão Organizadora 

 

 COMUNICAÇÔES:

Recuperação e preservação de variedades tradicionais de amendoeira-João Costa, Armindo Rosa

Conservação de frutos secos: Resultados de ensaios experimentais -Paula Correia, Raquel Guiné

La elección varietal y la formación en las nuevas plantaciones de Nogal -Neus Aletà Soler

Proteção fitossanitária da amendoeira em modos de protecção sustentável -José Alberto Pereira, Sónia Santos, Albino Bento

O Projecto MIGDALO e o mercado da amendôa - Filipe Sevinate Pinto, Miguel Matos Chaves

A multiplicação in vitro da nogueira: O caso do Paradox. - Augusto V. Peixe

Adaptação de variedades e porta-enxertos de nogueiras às condições de Portugal -François Raul Vez

  pdf  1ª Circular

pdf     2ª Circular (frente)

pdf     2ª Circular (verso)

pdf 3ª Circular (frente)

pdf 3ª Circular (verso)

pdf Visita ao Regadio de Alqueva

        

 

Visita ao Convento da Arrábida e à Rota do Moscatel de Setúbal

                                                 

      Dia 30 de abril de 2016 (sábado)

 

 

 Arrábida1

 Esta visita assenta numa “trilogia” singular, composta pela serra, pelo património e pelos vinhos, com destaque para o famoso moscatel de Setúbal, constituindo no seu conjunto um verdadeiro desafio para os sentidos - que a SCAP tem o maior prazer em proporcionar aos seus associados e acompanhantes. 

A península de Setúbal é uma região vitivinícola muito marcada pela Serra da Arrábida e pela influência atlântica e mediterrânea que se cruzam nesta paisagem única, rica em biodiversidade e composta de terroirs que produzem vinhos personalizados e elegantes, a partir de um reduzido número de castas: em que a periquita (castelão francês) e a moscatel de Setúbal (oriunda de Alexandria) encontraram aqui o seu solar de eleição, como região demarcada a partir de 1908.

A paisagem imponente da serra, coberta de flora mediterrânica primitiva ainda preservada, apesar das devastações recentes, graças à sua classificação como reserva natural, é um cenário deslumbrante de vários matizes em que o verde da vegetação se projeta no mar e se funde com o azul esmeralda e malaquite das águas transparentes do Portinho da Arrábida, convidando: ao sonho, à meditação e à contemplação que, inspirou a criatividade de poetas como Sebastião da Gama ou os monges arrábidos que aqui viveram durante séculos e construíram na íngreme encosta o seu convento.

A nossa visita começa em Vila Fresca de Azeitão, onde vamos conhecer o Palácio da famosa Quinta da Bacalhôa, cuja história remonta ao séc. XVI e que hoje alberga uma valiosa coleção de pintura, escultura, tapeçarias e outras obras de arte. Contigua ao Palácio podemos atravessar a vinha composta de várias castas nobres, que estão na origem do famoso vinho Quinta da Bacalhôa, até ao pavilhão oriental, onde podemos observar nos antigos painéis, o primeiro azulejo datado de Portugal.

Da Bacalhôa seguimos para a empresa vitivinícola mais emblemática e antiga da região: o José Maria da Fonseca em Vila Nogueira de Azeitão onde vamos visitar a Casa Museu antiga residência da família, seguindo-se: as Adega da Mata e dos Teares Novos onde estagia entre outros o vinho periguita e a Adega dos Teares Velhos onde envelhecem os mais antigos moscatéis de Setúbal, alguns dos quais com mais de 100 anos. No final vamos provar alguns dos vinhos mais famosos produzidos nesta empresa centenária.

De Azeitão subimos a serra até ao Convento da Arrábida, propriedade da Fundação Oriente, que recuperou este singelo e simbólico conjunto arquitetónico, que hoje é um centro de eventos culturais e científicos.

O almoço terá lugar nesta esplanada natural com vista deslumbrante sobre o mar do Portinho, com a Península de Troia à vista e a Costa Alentejana no horizonte. No final faremos a visita guiada ao Convento e ao conjunto de edifícios adjacentes.

Terminada a visita seguimos em direção a Palmela, onde seremos recebidos na Casa Mãe da Rota dos Vinhos pelo Presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, para realizar uma prova comentada com vários moscatéis que incluirá também o raro e famoso Moscatel Roxo.

Será com este convívio final, que terminará a nossa visita técnica e cultural à Região Vitivinícola da Península de Setúbal e, que nos vai deixar por certo, indeléveis recordações visuais e sensoriais.

pdf Programa

 

                 

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